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Idosos devem tomar cuidado com o consumo excessivo de medicamentos
São Paulo 28/9/2009

Efeitos colaterais podem levar pacientes a um estado “confusional”. Quadro requer acompanhamento de um geriatra. Transtornos de memória também são queixas frequentes nas consultas ao geriatra


Na semana em que se comemora o Dia Internacional do Idoso (1˚ de outubro), a geriatria, especialidade médica especializada nos cuidados de saúde e na prevenção de doenças em idades mais avançadas, revela que o avanço da população de idosos no Brasil tem aumentado a procura pela especialidade médica nos consultórios. Mas afinal, a partir de qual idade recomenda-se a consulta com um médico geriatra?

De acordo com José Carlos Vilela, geriatra do Hospital e Maternidade São Camilo, o ideal é que homens e mulheres realizem a primeira consulta com um geriatra a partir dos 40 anos. “A frequência das consultas deve ser anual se não houver nenhuma patologia. Já a partir dos 60 anos, as visitas devem acontecer duas vezes ao ano, para a prevenção. Se detectarmos alguma doença, aí sim as visitas devem ser mais constantes, dependendo do tratamento”, explica o médico.

O geriatra tem por objetivo auxiliar no envelhecimento com saúde, ou seja, seu principal foco é o diagnóstico precoce e a prevenção de doenças. Para tanto, o médico investiga a história patológica pregressa do paciente, avalia os riscos de desenvolvimento de patologias familiares, presta orientações sobre atividades físicas, hábitos alimentares e sobre a interação medicamentosa a qual o idoso normalmente está exposto.

Neste caso, o objetivo é reduzir a posologia, evitando assim a chamada farmacopeia, muito comum entre os idosos, que consiste nos vários tratamentos impostos por outros especialistas e que, por vezes, acabam gerando efeitos colaterais demasiados no paciente. “O paciente acaba evoluindo para um quadro confusional induzido por drogas, decorrente das várias medicações receitadas por outros especialistas. Trata-se de um achado muito frequente e sub-diagnosticado”, conta.

Ainda de acordo com Vilela, as queixas mais comuns verificadas nas consultas são relativas aos transtornos de memória e humor, normalmente associadas ao início da depressão. “A depressão é complicada, porque não apresenta sintomas específicos. Afeta o campo cognitivo e se não tratada a tempo, pode evoluir para um quadro que simula a demência”, afirma.

Para o médico do Hospital e Maternidade São Camilo, envelhecer com saúde depende, antes de tudo, de atitude para manter-se ativo e de bem com a vida. “É preciso ter uma boa alimentação, manter o bom humor e bons hábitos de vida, praticar atividade física, ler, trabalhar e ter uma relação familiar saudável. Estes fatores fazem a diferença”, recomenda Vilela.

Mais Informações:
Fernando Ferragino – Fran Rodrigues
Gestão de Comunicação
Hospital e Maternidade São Camilo
Tel.: 11 3677-4436

Fonte: Gestão de Comunicação
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