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Psicóloga do São Camilo fala ao Jornal da Record São Paulo 28/1/2010 O que os pais devem fazer para proteger as crianças durante as enchentes que estão acontecendo diariamente em São Paulo? O que os pais podem fazer para que seus filhos não fiquem traumatizados com a chuva torrencial que afeta a cidade de São Paulo há um mês? A psicóloga do Hospital e Maternidade São Camilo (Unidade Pompeia), Rita Calegari, respondeu a estas perguntas em uma entrevista gravada para o Jornal da Record (TV Record) no dia 28 de janeiro. Segundo Rita Calegari, os pais têm a responsabilidade de orientar seus filhos sobre os motivos e as consequências das enchentes na cidade. “As cenas de enchente na TV mexem emocionalmente com as crianças e podem despertar um sentimento de tristeza, que pode ser negativo dependendo da abordagem dos pais nesta situação. Nesta hora, as crianças têm uma série de dúvidas e precisam que os pais as ajudem a interpretar o que acabaram de assistir na TV. Os pais precisam estar presentes e devem explicar a elas o que está acontecendo”, diz. As crianças que vivenciam situações de risco decorrentes dos alagamentos podem sofrer alterações emocionais significativas. Segundo Rita, nestes casos, é preciso que elas recebam uma atenção especial por parte de seus pais. “Os pais devem ficar atentos às mudanças de comportamento de seus filhos”, alerta Rita. Para a psicóloga, quanto mais os pais conversarem abertamente sobre o assunto com os filhos, melhor! De acordo com Rita, as chuvas tornaram-se um problema sazonal que já foi incorporado à rotina da cidade e das pessoas. Em função disso, os pais devem adotar atitudes pró-ativas, pensando no bem-estar de seus filhos. “Os pais devem adquirir novos comportamentos e orientar seus filhos a não jogar lixo na rua, explicando o impacto desta atitude para o entupimento dos bueiros, e explicar às crianças os perigos de nadar ou brincar em ruas alagadas. Além de estarem expostas a uma série de contaminações, as crianças podem ser tragadas pela água ou cair em buracos e bueiros destampados, que são verdadeiras armadilhas”, orienta a psicóloga do Hospital e Maternidade São Camilo. Discutir o assunto com as crianças e muni-las de informação é a melhor saída. Fonte: Gestão de Comunicação |
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