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Influenza A (H1N1): Esclarecimentos e Orientações
São Paulo 13/8/2012

Situação
Com o início do inverno, neste ano no Brasil foi verificada a circulação do vírus da influenza sazonal (H3N2), a influenza B sazonal, considerada “gripe comum”, juntamente com o vírus da influenza A (H1N1), com um aumento das notificações de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave.

Depois de definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a fase pós-pandêmica, a partir de agosto de 2010, o vírus influenza A (H1N1) continuou a circular no mundo, com diferente intensidade em vários países e passou a ser considerado como mais um vírus de circulação sazonal.

Transmissão
A transmissão pode ocorrer através de secreções respiratórias de uma pessoa contaminada expelidas ao falar, espirrar ou tossir. Ou, ainda, por meio das mãos contaminadas com secreção respiratória.

Exames coletados e tratamento
Para detectar se o paciente está contaminado pelo vírus influenza A (H1N1), realiza-se a coleta de secreção nasofaríngea, onde são pesquisados os diversos subtipos de influenza, incluindo a influenza A H1N1. Este exame é realizado unicamente por determinação do médico, que avaliará se sua aplicação é necessária ou não, seguindo critérios preestabelecidos em protocolos.

Sinais e sintomas
Os sintomas da influenza A (H1N1) são similares aos sintomas da “gripe comum”: febre, tosse, dispneia (dificuldade de respirar), garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça. Além disso, a influenza A pode desencadear, até mesmo, piora do quadro clínico na presença de doenças crônicas, diarreia e vômitos.

Fatores de risco para complicações por influenza A (H1N1)
- Idade: inferior a dois ou superior a 60 anos de idade;
- Imunodepressão: por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para AIDS ou em uso regular de medicação imunossupressora;
- Doenças crônicas – alguns exemplos: pneumopatias (asma), cardiopatias (insuficiência cardíaca congestiva), hemoglobinopatias (anemia falciforme), diabetes mellitus e doenças renais crônicas (hepatite C);
- Gestação.

Período de transmissão da influenza A (H1N1)
- Adultos: um dia antes até o 7º dia de início dos sintomas;
- Crianças (menores de 12 anos) e adultos imunossuprimidos (com imunidade deficiente): um dia antes até o 14º dia de início dos sintomas.

Medidas gerais de prevenção e controle da doença respiratória aguda
- No domicílio: não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal. Manter o ambiente ventilado;
- Evitar tocar olhos, nariz ou boca após contato com superfícies, as quais podem estar contaminadas;
- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, especialmente antes das refeições, sempre que for inevitável tocar os olhos, boca e nariz e após tossir, espirrar ou usar o banheiro;
- Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de gotículas e aerossóis (partículas muito pequenas) no ambiente;
- Indivíduos com síndrome gripal devem evitar aglomerações ou locais pouco arejados;
- Manter uma boa alimentação e hábitos saudáveis, além de repouso.
Estas são práticas recomendadas para os indivíduos doentes, mas que não necessitam de internação e podem se restabelecer, permanecendo em seus domicílios;
- Ao surgirem sinais e sintomas sugestivos de influenza (gripe) ou resfriado, como febre, tosse e dor de garganta, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria, uma vez que os sinais e sintomas podem ser mascarados, dificultando o diagnóstico. Dessa forma, recomenda-se que o paciente procure um serviço de saúde para assistência médica, esclarecimento diagnóstico e tratamento adequado.

Atendimento na Rede de Hospitais São Camilo
Nossos Prontos-Socorros estão prontos para atender os casos suspeitos de influenza A H1N1.
Ao paciente com suspeita de gripe H1N1 que procurar nossos serviços de emergência, pedimos a gentileza de:
- Deslocar-se apenas entre os ambientes indicados pelos médicos, enfermeiros e recepcionistas, evitando aglomerações;
- Restringir o número de acompanhantes para diminuir exposição destes ao vírus.

REFERÊNCIAS:
- Centro de Vigilância Epidemiológica: www.cve.saude.sp.gov.br
- Ministério da Saúde: www.saude.gov.br
- Secretaria de Vigilância em Saúde: www.saude.gov.br/svs
- ANVISA: www.anvisa.gov.br

Responsável Técnico (Hospital São Camilo): Dr. Fábio Luís Peterlini - CRM-SP 54289

Fonte: Serviço de Controle de Infecção Hospitalar
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